as minhas coisas favoritas, e outras que não o são, pois nem sempre se tem o que se quer
my favourite things, and others that are not, as we don't ever get what we want

2007/06/26

fausto/faust

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por tudo o que deu para perceber ontem e pelas últimas notícias de hoje dá para entender que alguém, sequioso não sei bem de quê (se de mediatização, de populismo, ou se de uma extrema necessidade de subserviência), vendeu finalmente a alma da cultura nacional ao diabo

agora que a nação não se queixe, pois ele já começou a cobrar a dívida

no entanto, e pelo que dá também para perceber, o mesmo povo em jovial romaria ainda não entendeu (e nunca entenderá, possivelmente)

for everything that happened yesterday and for the news of today, it looks like someone, craving for i don't really know what (if a strong need of show of, populism or simple subservience), finally sold the national culture soul to the devil

now it's late, because the debt is already being charged

in the meantime it's possible to understand that the people, in a joyful pilgrimage, didn't notice anything (and maybe never will)

3 comentários:

do Ó Pires de Sousa disse...

que queres, a situação assim obriga!
é mais forte do que eu!

Anónimo disse...

o lá féria no rivoli e o berardo no ccb.
é portugal no seu melhor.

Anónimo disse...

e, já agora,
um pouco de erudição
vem mesmo a calhar:

Uma nota só, de desordem persistente,
a vibrar no abismo das coisas,
no mapa dos delitos;
acarinhando o pequeno remorso precioso
dos fins por atingir;
dobrando o tempo numa curvatura baixa
que cinge os tornozelos
da fugidia esfinge;
uma nota só, de correcção insidiosa,
na dádiva natural do tempo já vivido,
de dor aflitiva pela palidez das coisas
e o seu nome por dizer.

Falando sempre, sempre lamentando
o que ficou por decidir.

António Mega Ferreira, 2005